GUILHERME MARTINS

Pedro e Inês

Pretendendo revisitar e reinventar a história de Pedro e Inês e partindo do texto inédito Inês Morre, de Miguel Jesus – o qual caminha progressivamente dum registo dramático e realista para o poético e para o metafórico – o Teatro O Bando convidou Anatoly Praudin, Director do Experimental Stage of Baltic House, em S. Petersburgo, a criar um espectáculo onde a sua visão externa, profundamente influenciada pela tradição teatral russa, pudesse levantar novas inquietações sobre esta lenda e espalhar uma nova luz sobre este mito. Só no mito conhecemos o que se esconde da História. Só no mito vemos a paixão crescer para lá deste mundo. Só no mito sentimos a culpa e a vingança dos que vivem e morrem. Só no mito ouvimos os coros que ecoam os sons da loucura. Só no mito bebemos o vinho escarlate que tem o gosto do sangue. Só no mito gritamos a nossa voz de povo rude e impune.

(sinopse do espectáculo)
Diz-nos, diz-nos, ó história esquecida
Quem compra com a morte o que paga com a vida
Diz-nos, diz-nos, ó cidade demente
Qual o sangue culpado, qual o sangue inocente
Diz-nos, diz-nos, ó pátria maldita
Quanto sangue em ti chora, quanto sangue em ti grita
Diz-nos, diz-nos, ó terra tão santa
Quanta morte em ti grita, quanta morte em ti canta
Diz-nos, diz-nos, ó vil escuridão
Se trazes a morte na voz, se trazes a morte na mão
Diz-nos, diz-nos, ó sombra vizinha
Quem só depois de ser morta conseguiu ser rainha
Diz-nos, diz-nos, ó história esquecida
Quem compra com a morte o que paga com a vida

Estreia | 11 de Março de 2011 no Centro Cultural e de Congressos das Caldas da Rainha
Texto Miguel Jesus | Encenação Anatoly Praudin
Coordenação Artística João Brites | Composição Musical Jorge Salgueiro
Espaço Cénico Rui Francisco | Figurinos e Adereços Clara Bento
Desenho de Luz João Cachulo | Vídeo Artica (André Almeida e Guilherme Martins)
Apoio à Dramaturgia Odette Bereska | Assistência à Direcção Artística João Neca
Interpretação Estêvão Antunes, Helena Afonso, Horácio Manuel, Ivo Alexandre, Miguel Borges, Sara de Castro, Susana Blazer

Einstein Dreams

Gothenburg Opera, Sweden
18, September 2010

Choreography / scenography / costume design / light design Rui Horta
Composer Tiago Cerqueira
Video Art Guilherme Martins

Dancer:
Hlín Hjálmarsdóttir, Janine Koertge, Micol Mantini, Monica Milocco, Lea Yanai, Ingeborg Zackariassen, Jérôme Delbey, Andrzej Glosniak, Toby Kassell, Sonny Koroschetz, Dan Langeborg, Patrick Migas, Moritz Ostruschnjak.

Flowering Tree, by John Adams

A Flowering Tree by John Adams, inspired by Mozart’s Magic Flute. This performance, previously presented in March at Cité de la Musique in Paris, in the context of a festival dedicated to John Adams, and conducted by Joana Carneiro, in Lisbon will involve the scenic intervention of Rui Horta.

Coro
Gulbenkian
Orquestra Gulbenkian
Maestrina Joana Carneiro
Soprano Ana Maria Pinto
Tenor Noah Stewart
Barítono Job Tomé
Concepção Cénica, Direcção de Actores Rui Horta
Vídeo Guilherme Martins

Local Geographic

Local Geographic, Rui Horta’s third and last creation while Associate Artist of the Season, is a reflection on identity, a study of a “personal geography“, using the body as a tool to discover the world.

11, 12 and 14 May 2010 – 9:00 PM
15 and 16 May 2010 – 7:00 PM

A work about the importance of loosing oneself; on turning loss in a method, especially when life experience tends to become a burden that prevent us to take risks. Loss, though as a method.
Every week, I was used to pick up my bike to discover a new trail and a new landscape. Usually, I set out early morning and returned before my day really began. It was like a prologue to an announced routine. Sometimes I lost myself…
There are people who go to Namibia or to Tibet to lose them (and spend a great deal of money …). And there are those who lose just around the corner, almost next to the doorway. For any creator doubt, loss and risk are the very substance of work, coexisting everyday: research and experimentation.
Somehow, from the three works I created to the CCB as associate artist of the current season, this one is the most narrative and also the most personal. A discourse on the quest for identity, in the opposite of plausible, at the border of irony. It could only be done by me and for myself or for a performer with whom I have been sharing a multitude of creative adventures over eighteen years, Anton Skrzypiciel. Many-sided actor/dancer/performer, a man so curious about live that he never tied anchor in any harbour, a major actor in one of the most important works I created.
This is a work accompanied by one of my usual accomplices, composer Tiago Cerqueira, actor/stage director Tiago Rodrigues and multimedia designer Guilherme Martins.

Direction | Choreography | Lighting RUI HORTA
Original Soundtrack TIAGO CERQUEIRA
Texts RUI HORTA | TIAGO RODRIGUES
Interpretation ANTON SKRZYPICIEL
Vídeo GUILHERME MARTINS
Dramaturgy Support TIAGO RODRIGUES
Technical Direction NUNO BORDA DE ÁGUA
Production ANA CARINA PAULINO
CO-PRODUCTION
CCB | O Espaço do Tempo | Centro Cultural Vila Flor | Teatro Nacional S. João

4'33" Tributo a John Cage

Terça | 23 Março 2010
19:30, Sala Suggia
+ 4’33” (Tributo a John Cage)

John Cage chocou o mundo quando em 1952 apresentou a sua peça para qualquer instrumento solista ou grupo instrumental na qual os músicos permanecem em silêncio absoluto durante 4 minutos e 33 segundos. No total, são três andamentos de silêncio com durações diferentes que questionam o conceito da audição musical e do próprio concerto na tradição ocidental.

A Casa da Música e o IRCAM-Centre Pompidou encomendaram a diversos compositores + 4’33”, uma homenagem ao compositor norte-americano que resulta em novas obras com igual duração apresentadas no Porto em estreia mundial.

REMIX ENSEMBLE
Peter Rundel direcção musical
Rui Horta direcção cénica, desenho de luz e multimédia
Guilherme Martins visuais
Maxime Le Saux engenheiro de som IRCAM
Martin Antiphon técnico de som IRCAM
Roque Rivas realização informática musical IRCAM
John Cage Sixteen Dances
Carlos Caires All-in-one, para ensemble e electrónica*

Paint Me

My idea in writing Paint Me was to bring together six characters, all of whom have a prolific imaginative interior life, and to explore what they would make of each other in the confines of a railway compartment.
The model for my libretto is Geoffrey Chaucer’s The Canterbury Tales. The travellers in Paint Me are also on their way to Canterbury, but they are strangers thrown together by the randomness of modern travel. Their tales are not told publicly, but in their own imaginations. 
Most journeys in the modern age are anonymous and conducted in silence. We have only a visual or perhaps manneristic impression of the people sitting opposite us. This introspection in public opens up a private fantasy space, in which our fellow travellers can become the characters in instant psychological dramatisations.
I wanted to formalize each character’s fantasy into a full narrative. The result is a kind of anthology of operatic short stories, surrounded by the framework of an ordinary journey.
Stephen Plaice

 

Música Luís Tinoco 
Libreto Stephen Plaice 
Direcção musical Joana Carneiro 
Encenação, cenografia, desenho de luz e conceito multimédia Rui Horta
Figurinos Ricardo Preto 
Vídeo Guilherme Martins
Assistência informática musical Carlos Caires
Intérpretes Job Tomé (Padre), Hugo Oliveira (Howard), João Rodrigues (Lee), Raquel Camarinha (Tula), Eduarda Melo (Ruth), Patrícia Quinta (Stephanie)
Elementos da Orquestra Sinfónica Portuguesa Maestro assistente Kodo Yamagishi Encomenda Culturgest Co-produção Teatro Nacional de São Carlos, Culturgest

SEX 17, SÁB 18 de Dezembro · Grande Auditório · 21h30 · Duração aprox. 1h00

http://www.culturgest.pt/actual/26-paintme.html

© 2024, Guilherme Martins